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    01/10 - Lc 9,57-62

    1 de Outubro de 2014

    evandia

    Lucas 9,57-62

    Enquanto estavam a caminho, alguém disse a Jesus: “Eu te seguirei aonde quer que tu vás”. Jesus respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. Então disse a outro: “Segue-me.” Este respondeu: “Permite-me primeiro ir enterrar meu pai”. Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai e anuncia o Reino de Deus”. Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos de minha casa”. Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus.”

    Entendendo

    “AS RAPOSAS TÊM SUAS TOCAS, AS AVES SEUS NINHOS
    E O FILHO DO HOMEM NÃO TEM ONDE RECLINAR A CABEÇA!”

    No evangelho de hoje Jesus está caminhando para o Santuário de Jerusalém, onde uma multidão está indo participar da festa da Páscoa. Diante da importância desse trabalho e da multidão que iria encontrar Jesus precisava de gente. No evangelho de hoje dois são recrutados. Um se oferece para ir com Ele e o segundo é Ele quem chama. Os dois apresentam situações para resolver. Um quer ir enterrar o pai e o outro que despedir-se de sua família.

    Olhando de início, sem aprofundar, podemos achar que Jesus foi radical e até insensível às necessidades apresentadas pelos dois. Mas, o sentido aqui é de dar o primeiro lugar ao que é de Deus. Ainda que o pai falecido e a família sejam importantes, a missão que Deus nos delega está em primeiro plano.

    Enquanto um vai sepultar seu pai e o outro vai despedir-se de sua família, perde-se tempo em conscientizar os vivos e desorientados sobre a importância dos valores de Deus. Ele via que aquele momento era fundamental, pois nem todos os religiosos daquele Santuário estavam com boas intenções e exploravam os peregrinos. A urgência do momento fez Jesus radicalizar o chamado.

    Ao afirmar que não tinha um lugar para reclinar a cabeça, o Mestre mostrava aos dois que não exigia apenas deles, mas que também estava fazendo sua parte em passar dificuldades, em não ter um lar fixo por causa da urgência da missão. Ou seja, não exigia apenas dos outros, ele dava seu próprio testemunho.

    Atualizando

    RELIGIOSOS, VOLUNTÁRIOS, ECOLOGISTAS...
    GENTE QUE RENUNCIA PRIVILÉGIOS PARA DEFENDER A VIDA!

    O evangelho de hoje nos leva a reconhecer tantas pessoas que renunciam casa, família, vida profissional, a comodidade da vida contemporânea... Muitos são incompreendidos e até perseguidos, para se lançarem em prol de uma causa.

    São missionários, padres, religiosos, religiosas, ecologistas, sindicalistas, voluntários, representantes de ONGs que defendem vidas no planeta, sejam humanas ou não.

    As formas são diversas, mas o que faz com que todos comunguem o mesmo ideal é a mensagem de esperança, a defesa dos direitos e a promoção da vida num sentido amplo.

    A maioria não aparece na mídia, não é vista e reconhecida no trabalho que faz, mas não importa, a consciência de seu ideal faz que todas essas pessoas percebam o cumprimento de uma missão a que foram chamados pelo Criador. Apoiemos, valorizemos e façamos a nossa parte.

    01/10 - Santa Teresinha do Menino Jesus

    1 de Outubro de 2014

    Santa Teresinha do Menino Jesus

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    “Apesar de viver apenas vinte e quatro anos foi proclamada Doutora da Igreja”

    Teresinha nasceu em Alençon, na França, em dois de janeiro de 1873. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Martin. Nasceu numa família muito religiosa, seus pais Luís e Zélia, quando jovens, sonhavam em servir a Deus, mas circunstâncias especiais os impediram. Sua mãe prometeu ao Senhor que viveria com amor seu matrimônio, e que suas filhas, trilhariam o caminho da fé se consagrando.

    Zélia faleceu deixando Teresinha órfã com apenas quatro anos de idade, seu pai logo que ficou viúvo mudou com a família para Lisieux.

    Teresinha era a caçula dos nove filhos do casal, dos quais quatro faleceram ainda com pouca idade, restando apenas as meninas. Teresinha cresceu vendo suas quatro irmãs mais velhas, uma a uma, consagrando-se a Deus até chegar sua vez. Mas a vontade de segui-las era tanta que não quis nem esperar a idade correta. Aos quinze anos, conseguiu permissão para entrar no Carmelo, em Lisieux, permissão concedida especial e pessoalmente pelo papa Leão XIII.

    Viveu no Carmelo por oito anos, cumprindo seus deveres de monja enclausurada da melhor forma possível, vivenciando a oração, sacrifícios, provações, penitências, e ensinando o caminho da santidade fazendo tudo com amor, desde as pequeninas coisas. Sua linda vida de santidade nos deixou escrita em sua autobiografia “História de uma alma”, que escreveu durante o tempo que viveu no Carmelo. Manuscritos que viraram livro de cabeceira de muitos religiosos, leigos, teólogos, filósofos e pensadores do século XX.

    Teresinha teve seus últimos anos consumidos pela terrível tuberculose, que, suportou com paciência e amor. Morreu em 1° de outubro de 1897, com vinte e quatro anos, depois de prometer uma chuva de rosas sobre a Terra quando expirasse. Essa chuva ainda cai sobre nós, em forma de uma quantidade incalculável de graças e milagres alcançados através de sua intervenção em favor de seus devotos.

    Teresa de Lisieux foi beatificada em 1923, e canonizada em 1925 pelo papa Pio XI. Ela, que durante toda vida teve um grande desejo de evangelizar e ofereceu sua vida à causa missionária, foi aclamada, dois anos depois, pelo mesmo pontífice, como "padroeira especial de todos os missionários, homens e mulheres, e das missões existentes em todo o universo, tendo o mesmo título de São Francisco Xavier".

    Esta "grande santa dos tempos modernos" foi proclamada Doutora da Igreja pelo papa João Paulo II em 1997.

    01/10 - Dia do Vereador

    1 de Outubro de 2014

    Dia do Vereador

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    Vereador é a designação tradicional, nos países de língua portuguesa, de um membro de um órgão colegial representativo de um município, com funções executivas ou legislativas, conforme o país.

    Os vereadores agrupam-se, normalmente, numa câmara municipal ou câmara de vereadores. Apesar das origens do cargo remontarem às origens do Reino de Portugal, no século XX as câmaras municipais e os seus vereadores evoluiram para uma função legislativa e parlamentar no Brasil, e para uma função essencialmente executiva em Portugal.

    Nas antigas colônias portuguesas de São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, e Moçambique, os vereadores também apresentam funções executivas, como em Portugal.

    A função do vereador é a de apresentar projetos de lei, votar a favor ou contra projetos de lei dos outros vereadores ou do prefeito, defender estes ou não, fiscalizar os atos do prefeito, como também verificar se as verbas estão sendo utilizadas de modo correto, se as obras estão sendo bem realizadas, ou seja, se o Poder Executivo está aplicando devidamente o dinheiro da municipalidade, sempre trabalhando para a construção de uma sociedade em que haja igualdade, liberdade, justiça e solidariedade.

    Fontes: pt.wikipedia.org e www.paulinas.org.br

    30/09 - Lc 9,51-56

    30 de Setembro de 2014

    evandia

    Lucas 9,51-56

    Quando ia se completando o tempo para ser elevado ao céu, Jesus tomou a firme decisão de partir para Jerusalém. Enviou mensageiros à sua frente que puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos para lhe preparar hospedagem. Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus mostrava estar indo para Jerusalém. Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu, para destruí-los?” Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. E partiram para outro povoado.

    Entendendo

    O CONFLITO ENTRE DUAS REGIÕES
    E A RECUSA DE JESUS EM USAR A VIOLÊNCIA EM SUA DEFESA

    Os judeus e os samaritanos eram povos inimigos. Grandes eram os conflitos. Atravessar a Samaria indo para Jerusalém era sempre perigoso. As divergências se estendiam no lado religioso. O lugar sagrado para os judeus era o Santuário de Jerusalém, para os samaritanos o monte Garizim. Aí se explica o fato de não darem hospedagem a Jesus.

    Quando os discípulos ouviram os samaritanos negar hospedagem a Jesus, a raiva foi tão grande que queriam que Jesus se servisse do poder divino que tinha, para incendiar o povoado e matar todos os seus moradores.

    Jesus aproveita a oportunidade para mostrar aos discípulos que a violência não soluciona o problema, recusa o pedido e os repreende de maneira forte, mostrando-lhes a dureza de seus corações.

    Atualizando

    A TENDÊNCIA DA HUMANIDADE EM BUSCAR
    A VIOLÊNCIA COMO FORMA DE RESOLVER CONFLITOS!

    O Oriente Médio é hoje o polo de maior tensão mundial. Essa condição surge desde a Antiguidade quando vários povos tentaram, e muitos conseguiram invadir e dominar essa região, pois, assim teriam o controle das rotas comerciais entre Ocidente e Oriente.

    Essas várias e constantes invasões acabaram por gerar uma multiplicidade de raças e culturas na região. Outro fato que colabora para colocar o Oriente Médio como centro de atenções é o fato de que lá são encontradas as maiores reservas de petróleo do planeta. Como esse produto é hoje, a base do desenvolvimento capitalista (principal produto), quem tiver o domínio dessa região ganha poder diante de outras nações.

    Também devemos levar em consideração o fato da região ser seca e de sobrevivência difícil. Portanto, os pontos de maior umidade são disputados com muita vontade pelos pretendentes. O subdesenvolvimento, e todas as suas consequências, também fazem parte desse local. Tudo isso contribui para gerar um "barril de pólvora" com riscos de explosão a qualquer momento.

    “Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho a luz. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (João 1,6-11).

    Para nós cristãos um dado é fundamental! Trata-se da região onde Jesus nasceu, viveu e pôde manifestar o desejo de paz enviado por Deus a toda humanidade. Antes de Jesus veio João Batista, que também foi recusado e teve a cabeça decepada nessa região. Portanto, o histórico da humanidade e, especificamente dessa região, continua mostrando a falta de fé em Deus como Aquele que combate todo tipo de violência e propõe o amor o amor para resolução de conflitos.

    30/09 - São Jerônimo

    30 de Setembro de 2014

    São Jerônimo

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    “Grande intelectual e um dos maiores estudiosos da Bíblia”

    Neste último dia do mês da Bíblia, celebramos a memória do grande tradutor das Sagradas Escrituras, São Jerônimo. Ele nasceu em uma família muito rica na Dalmácia, hoje Croácia, no ano 347. Com a morte dos pais, herdou uma boa fortuna, que aplicou na realização de sua vocação para os estudos, pois tinha uma inteligência privilegiada. Viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres para ensinar-lhe. Jerônimo estudou por toda a vida, viajando da Europa ao Oriente com sua biblioteca dos clássicos antigos, nos quais era formado e graduado doutor.

    Ele foi batizado em Roma, pelo papa Libério, já com 25 anos de idade. Logo após seu batismo iniciou os estudos teológicos e depois foi ao deserto da Síria para fazer uma experiência espiritual com rigorosos jejuns e penitências. Ordenado sacerdote em 379, retirou-se para estudar, a fim de responder com a ajuda da literatura as necessidades e desafios da época.

    Voltou para Roma em 382, chamado pelo papa Dâmaso para ser seu secretário particular. Jerônimo foi incumbido de traduzir a Bíblia, do grego e do hebraico, para o latim. Nesse trabalho, dedicou quase toda a vida. O conjunto final em latim, de sua tradução da Bíblia chamou-se "Vulgata" e, tornou-se oficial, no Concílio de Trento. Assim, com alegria e dedicação ele enriqueceu a Igreja.

    Romano de formação, Jerônimo era um intelectual cultíssimo. Sua obra literária revelou o filósofo, capaz de escrever e pensar em latim, em grego e em hebraico. Tinha uma personalidade forte que impressionava a todos.

    Saiu de Roma e foi viver definitivamente em Belém no ano de 386, viveu como um monge, continuando seus estudos e trabalhos bíblicos. Para não ser esquecido, reaparecia, de vez em quando, com um novo livro.

    Jerônimo era fantástico, consciente de suas próprias culpas e de seus limites, tinha total clareza dos seus merecimentos. Ao escrever o livro "Homens ilustres", concluiu-o com um capítulo dedicado a ele mesmo.

    Morreu com setenta e três anos, em 30 de setembro de 420, em Belém. A Igreja o declarou padroeiro dos estudos bíblicos e dedicou o mês de seu falecimento, à Bíblia.

    30/09 - Dia da Secretária, Jornaleiro, Navegação e Tradutor

    30 de Setembro de 2014

    Dia da Secretária, Jornaleiro, Navegação e Tradutor

    Secretária

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    Você sabe como surgiu o Dia da Secretária? No dia 30 de setembro de 1850 nasceu Lilian Sholes, filha do inventor da máquina de escrever. Ela foi a primeira mulher a usar uma máquina de escrever; desse modo, Lilian se transformou num símbolo, e a data do seu nascimento é lembrada como o Dia da Secretária. Além do dia 30 de setembro ser a data oficial no Brasil, existe também o “Dia Internacional da Secretária” que é comemorado no restante do mundo sempre na última quarta-feira do mês de abril.

    A profissão de secretária exige muito esforço e organização, ainda mais nos dias de hoje onde suas atribuições são cada vez maiores. Quem opta pela profissão de secretária deve gostar do que faz. Investir sempre no seu crescimento pessoal é importantíssimo, pois ela é o espelho da organização que representa.

    Fonte: www.mundodanet.com

    Jornaleiro

    Ao que tudo indica os jornaleiros já contam com 150 anos de história na vida do país. Tudo teria começado com negros escravos que saíam pelas ruas gritando as principais manchetes estampadas nas primeiras páginas do jornal “A Atualidade”, o primeiro a ser vendido no Brasil, em 1858.

    Coube aos imigrantes italianos, chegados ao Brasil no século XIX, a expansão da atividade, paralela ao desenvolvimento da imprensa no País. Na época, os "gazeteiros", como eram chamados, não tinham ponto fixo, perambulavam pela cidade com as pilhas de jornais amarradas por uma fita de couro, que carregavam no ombro.

    Um imigrante italiano, Carmine Labanca, foi quem primeiro montou um ponto fixo, na cidade do Rio de Janeiro. E por isso, muitos associaram o nome dos pontos de venda ("banca") ao sobrenome do fundador. A curiosidade fica por conta do simples modo como essas primeiras bancas eram montadas: caixotes de madeira, com uma tábua em cima, onde eram acomodados os jornais para serem vendidos.

    "Gazetta" era o nome da moeda em Veneza, no século XVI. Foi essa palavra que deu origem ao “Gazetta Veneta”, jornal que circulava na cidade de Veneza no século XVII. Com o tempo, "Gazeta" virou sinônimo de periódico de notícias.

    O nome "jornal" que veio a nomear, depois, o "jornaleiro", tem sua origem na palavra latina "diurnális", que se refere a "dia", "diário" – o que significaria o relato de um dia de atividades.

    Fonte: www.estacio.br

    Navegação

    Navegação é a ciência, arte, prática ou tecnologia, de planejar e executar uma viagem de um ponto de partida até seu ponto de destino.

    A principal atividade da navegação é a determinação da posição atual, para possível comparação com posições previstas ou desejadas.

    A navegação em terra, apesar de importante, nunca ofereceu os desafios e os perigos da navegação marítima com ausência de pontos de referência e inúmeros riscos.

    As primeiras técnicas de navegação eram visuais, baseadas em pontos conspícuos; no que se pode levantar historicamente, pelos navegantes da Fenícia (habitantes de Tiro) e Egito, locais nomeados na Bíblia; e posteriormente, foram introduzidas as direções dos ventos dominantes. Quando se juntaram estas informações com destinos, surgiram os “roteiros”, “regimentos” e “mapas”, desenvolvidos pela Escola de Sagres.

    Ao longo da história outros aparelhos surgem e permitem a determinação exata dessa posição: a bússola, o sextante, o cronômetro, o radar, o rádio, e o GPS. Eles estão entre os maiores avanços científicos da humanidade.

    Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br

    Tradutor

    Esta é uma profissão que tantas vezes passa despercebida. Mesmo consumindo tantos produtos e ideias de outros países no nosso próprio idioma, poucas vezes lembramos que alguém traduziu aquilo!

    A comemoração é realizada no dia 30 de setembro, porque este é o dia de São Jerônimo, grande intelectual de sua época, que é considerado um dos Doutores da Igreja, principalmente por ter traduzido a Bíblia do hebraico e grego para o latim. Para trabalhar melhor, ele mudou-se para Belém, onde melhorou seus conhecimentos da língua.

    A versão que São Jerônimo traduziu e anotou extensamente se chama Vulgata, e durou 15 anos para ser concluída. De fato, os comentários que ele escreveu sobre a tradução foram centrais para a elaboração do pensamento católico.

    O tempo passou e o tradutor de hoje tem que passar por processos similares: estudar muito; morar no país da língua que ele traduz, para aprendê-la melhor; ficar horas quebrando a cabeça para escolher o termo correto que facilitará a compreensão. É um trabalho exaustivo, que passa despercebido, mas deve ser reconhecido por todos.

    Fonte: www.flanancias.com

    29/09 - Jo 1,47-51

    29 de Setembro de 2014

    evandia

    João 1,47-51

    Jesus viu Natanael que vinha ao seu encontro e declarou a respeito dele: “Este é um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade”! Natanael disse-lhe: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Natanael exclamou: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” Jesus lhe respondeu: “Estás crendo só porque falei que te vi debaixo da figueira? Verás coisas maiores que estas”. E disse-lhe ainda: “Em verdade, em verdade, vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem!”

    Entendendo

    JESUS ELOGIA A SINCERIDADE E ANUNCIA UMA
    REALIDADE SOBRENATURAL, TENDO OS ANJOS COMO REFERÊNCIA!

    Filipe está empolgado com Jesus Cristo, corre e conta para Natanael. Natanael, bem descrente e cheio de preconceito, faz um pré-julgamento de Jesus duvidando vir alguém de referência, de Nazaré. Ou seja, discrimina Jesus pelo lugar onde mora.

    É sábia a reação de Mestre! Mesmo sabendo do preconceito de Natanael e de sua falta de fé, ao invés de reagir à crítica, prefere elogiar Natanael. Olha primeiro as coisas boas do comportamento daquele homem, e não a sua fraqueza. Reconhece uma qualidade que é grandiosa para Jesus: a sinceridade.

    Em seguida Jesus o surpreende afirmando ter “coisas maiores” por vir. Nessa novidade anunciada, Ele fala de uma realidade sobrenatural – “céu aberto e anjos de Deus subindo e descendo” – os anjos são colocados como “criaturinhas próximas de Deus”, fazendo parte da realidade divina como mensageiros.

    Atualizando

    MIGUEL, GABRIEL E RAFAEL,
    OS ANJOS E O SIGNIFICADO DOS SEUS NOMES!

    É difícil ter uma família brasileira que não tenha Miguel, Gabriel e Rafael. Estes nomes dão identidade aos nossos familiares e trazem um significado forte que deve ser conhecido por eles.

    Além dos nossos familiares, muitas comunidades, paróquias e até dioceses têm estes anjos como padroeiros. Vejamos, então, o significado de cada um.

    Miguel significa "ninguém é como Deus", ou "semelhança de Deus". É considerado o príncipe guardião e guerreiro, defensor do trono celeste e do Povo de Deus. Fiel escudeiro do Pai Eterno. Chefe supremo do exército celeste e dos anjos fiéis a Deus, Miguel é o arcanjo da justiça e do arrependimento. Conhecido pela defesa no combate contra as forças maléficas. É citado três vezes na Bíblia: no capítulo 12 do livro de Daniel, no capítulo 12 do livro do Apocalipse e na carta de São Judas. O seu culto é um dos mais antigos da Igreja.

    Gabriel significa "Deus é meu protetor" ou "homem de Deus". É o arcanjo anunciador, por excelência, das revelações de Deus. Padroeiro da diplomacia, dos trabalhadores dos correios e dos operadores dos telefones, comumente está associado a uma trombeta, indicando que é aquele que transmite a Voz de Deus, o portador das notícias.

    Além da missão mais importante que o Senhor confiou a ele: o anúncio da encarnação do Filho de Deus. Ele também apareceu ao sacerdote Zacarias, anunciando que sua mulher lhe daria um filho profeta, chamado João Batista. Foi o arcanjo Gabriel quem explicou ao profeta Daniel, sua frequente visão do carneiro e do bode. Foi ele, também, quem anunciou ao mesmo profeta a trajetória destinada à sua nação: a chegada do Messias. Além disso é o portador da oração: Ave-Maria.

    Rafael significa "Deus te cura" ou "cura de Deus". Rafael teve a função de acompanhar o jovem Tobias, como segurança e guia em sua viagem, e no retorno, curou seu pai que estava cego. Guardião da saúde e da cura física e espiritual é considerado, também, o chefe da Ordem das Virtudes. É o padroeiro dos cegos, médicos, sacerdotes, viajantes, soldados e escoteiros.

    A Igreja Católica considera esses três arcanjos, poderosos intercessores dos eleitos ao trono do Altíssimo. Durante as tribulações do cotidiano eles costumam nos aconselhar e auxiliar, além de levar as nossas orações ao Senhor, trazendo as mensagens da Providência Divina.

    29/09 - São Miguel, São Gabriel e São Rafael

    29 de Setembro de 2014

    São Miguel, São Gabriel e São Rafael

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    “Anjos mensageiros dos decretos divinos” 

    É com muita alegria, que comemoramos hoje a festa de três Arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou da Bíblia a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro, pois como São Paulo, vivemos num constante bom combate.

    Esses três arcanjos representam a alta hierarquia dos anjos-chefes, o seleto grupo dos sete espíritos puros que atendem ao trono de Deus e são seus "mensageiros dos decretos divinos" aqui na Terra.

    São Miguel, que significa "ninguém é como Deus", ou "semelhança de Deus", é considerado o príncipe guardião e guerreiro, defensor do trono celeste e do Povo de Deus. Fiel escudeiro do Pai Eterno, chefe supremo do exército celeste e dos anjos fiéis a Deus, Miguel é o arcanjo da justiça e do arrependimento, padroeiro da Igreja Católica. Costuma ser de grande ajuda no combate contra as forças maléficas. É citado três vezes na Sagrada Escritura: no capítulo 12 do livro de Daniel, no capítulo 12 do livro do Apocalipse e na carta de São Judas. O seu culto é um dos mais antigos da Igreja.

    São Gabriel significa "Deus é meu protetor" ou "homem de Deus". É o arcanjo anunciador, por excelência, das revelações de Deus e é, talvez, aquele que esteve perto de Jesus na agonia entre as oliveiras. Padroeiro da diplomacia, dos trabalhadores dos correios e dos operadores dos telefones, comumente está associado a uma trombeta, indicando que é aquele que transmite a Voz de Deus, o portador das notícias. Além da missão mais importante que o Senhor confiou a ele: o anúncio da encarnação do Filho de Deus. Ele também apareceu ao sacerdote Zacarias, anunciando que sua mulher lhe daria um filho profeta, chamado João Batista. Foi o arcanjo Gabriel quem explicou ao profeta Daniel, sua frequente visão do carneiro e do bode. Foi ele, também, quem anunciou ao mesmo profeta a trajetória destinada à sua nação: a chegada do Messias. Além disso, é o portador da oração: Ave-Maria.

    São Rafael, cujo significado é "Deus te cura" ou "cura de Deus", teve a função de acompanhar o jovem Tobias, personagem central do livro Tobit, no Antigo Testamento, como segurança e guia em sua viagem, e no retorno, curou-lhe o pai que estava cego. Foi o único que habitou entre nós. Guardião da saúde e da cura física e espiritual é considerado, também, o chefe da Ordem das Virtudes. É o padroeiro dos cegos, médicos, sacerdotes e, também, dos viajantes, soldados e escoteiros.

    A Igreja Católica considera esses três arcanjos, poderosos intercessores dos eleitos ao trono do Altíssimo. Durante as tribulações do cotidiano, eles costumam nos aconselhar e auxiliar, além de levar as nossas orações ao Senhor, trazendo as mensagens da Providência Divina.

    Bendizei ao Senhor, mensageiros de Deus, heróis poderosos que cumpris suas ordens, sempre atentos à sua palavra (Sl 102, 20).

    29/09 - Dia Mundial do Petróleo e do Anunciante

    29 de Setembro de 2014

    Dia Mundial do Petróleo e do Anunciante

    Petróleo

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    Hoje é comemorado o Dia do Petróleo. O produto conhecido como ouro negro é um óleo natural formado dentro de rochas sedimentares.

    O primeiro poço de petróleo foi encontrado há mais de 150 anos, por Edwin Drake, na Pensilvânia (EUA), que no desespero por energia resolveu colocar um cano na terra para encontrar algum produto que substituísse o escasso óleo de baleia. Encontrou um líquido escuro, que mudou totalmente o mundo.

    Do petróleo nasceu a petroquímica, o combustível, o lubrificante, remédios e o plástico. É fonte de grande parte do desenvolvimento da humanidade.

    Fonte: www.oabsp.org.br

    Anunciante

    O anunciante pode ser uma empresa privada ou pública, ou mesmo uma pessoa que queira anunciar, ou seja, divulgar um produto ou prestação de serviço. Para fazer o anúncio, o anunciante pode utilizar diversos meios de comunicação como jornais, revistas, TV, rádio e Internet.

    No seu dia a dia, o anunciante pode contratar os serviços de publicitários e profissionais de marketing para orientá-lo quanto a melhor forma de divulgar seu produto ou serviço, e da mesma forma, produzir e editar o anúncio. Estes profissionais têm formação e preparação para executar este serviço.

    O anúncio é a melhor forma de divulgar e, portanto vender um produto ou serviço, e é essencial para a sobrevivência de uma empresa, seja ela grande ou pequena. É como se diz: a propaganda é a alma do negócio!

    Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br

    AS RECOMENDAÇÕES DA IGREJA CATÓLICA PARA AS ELEIÇÕES 2014

    AS RECOMENDAÇÕES DA
    IGREJA CATÓLICA PARA AS ELEIÇÕES 2014

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    O cardeal de Aparecida-SP., Raymundo Damasceno Assis, representando a CNBB, órgão máximo da Igreja no Brasil, explicou o texto lançado sobre as eleições 2014, ou seja, a posição oficial da Igreja: “O documento contém importantes reflexões para os cristãos e para toda a sociedade. Com este texto, fazemos uma convocação aos brasileiros para que exerçam o voto de forma consciente", exortou.

    Dom Damasceno destacou três pontos fundamentais do texto: participação consciente nas eleições; a necessidade de conhecer os candidatos, sua história, e quais princípios e valores eles praticam e defendem; buscar candidatos que tenham compromisso com tantas reformas necessárias no país, especialmente a Reforma Política, que tem apoio da CNBB e outras entidades.

    Texto na íntegra...

    PENSANDO O BRASIL:

    Desafios diante das Eleições 2014 / Desafios da Realidade Sociopolítica!

    1. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entende que é responsabilidade de todo cidadão, participar, conscientemente, da escolha de seus representantes. Para os cristãos tal escolha deve ser iluminada pela fé e pelo amor cristãos, os quais exigem a universalização do acesso às condições necessárias para a vida digna de filhos de Deus.

    Afinal, “ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos. Uma fé autêntica – que nunca é cómoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela”.

    2. Nossa fé requer que “todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Ao contrário disso, constatamos que irmãos nossos têm sido maltratados e muitos, inclusive, perderam e continuam perdendo a vida à espera de serviços públicos. Enquanto isso, outros se corrompem e enriquecem com recursos que deveriam ser destinados a políticas que atendam às necessidades do povo.

    Os meses que antecedem as eleições constituem um momento privilegiado para a reflexão sobre tais situações injustas que se alastram no País. É uma oportunidade para anunciar qual é o plano de Deus para seus filhos. Somos chamados a empenhar-nos em viver o evangelho do Reino na esperança de vê-lo antecipado na terra, ainda que sob o signo da Cruz. Isso exige que trabalhemos pela superação dos sofrimentos atrozes vividos por aqueles que são sistematicamente excluídos e que não se veem respeitados em sua dignidade de pessoa humana.

    3. As eleições que ocorrerão em outubro deste ano se revestem de um significado especial para o País. Os cristãos comprometidos com a vivência de sua fé e todos os homens e mulheres de boa vontade são chamados a ações mais efetivas. Nesta eleição, pessoas que já tiveram condenação judicial em segunda instância estarão impedidas de se apresentarem como candidatas. Esse fato – resultado da chamada “Lei da Ficha Limpa” (Lei 135/210) – um fruto da mobilização e da participação política dos brasileiros que, no exercício de sua cidadania, fizeram valer seu desejo de não serem representados por quem não encarne os valores da ética e do compromisso com a sociedade.

    Essa lei criou a possibilidade de uma efetiva renovação, já que vários políticos – acostumados a usar cargos eletivos como profissão e a se beneficiarem do exercício de suas funções para proveito próprio e não como serviço ao público – estarão, agora, forçados a deixar a disputa eleitoral. Esta é uma importante conquista para a democracia brasileira.

    4. Desta vez os cidadãos brasileiros vão às urnas depois das significativas manifestações de junho e julho de 2013, quando milhares de pessoas ocuparam as ruas exigindo melhores serviços de transporte, de saúde, de educação, além de outras tantas demandas por políticas públicas realmente comprometidas com os interesses populares. Destaca-se no “discurso das ruas”, também, a insatisfação com a maneira como políticos eleitos vêm exercendo o poder, distanciados das necessidades da população.

    O direito de representar os eleitores, que um candidato conquista nas urnas, tem de ser assumido pelo político como um dever de servir. Ao contrário disso, uma lógica perversa tem pautado a atuação de inúmeros eleitos, desvirtuando a finalidade da própria política que, ao invés de tratar do bem comum, se converte em espaço de conchavos e negociações espúrias. O protesto das ruas pode ser compreendido como um clamor contra o poder que se torna fim em si mesmo e que deixa, portanto, de ser verdadeira representação popular.

    5. A mudança dessas situações de injustiça e desigualdade requer a intervenção dos cristãos na política, como eleitores ou como candidatos. Problemas políticos exigem ação política; uma cidadania ativa. Os cristãos devem contribuir oferecendo à sociedade sua proposta de construção de um mundo mais justo e igualitário. Está cada vez mais claro que “não basta fazer o diagnóstico da atual crise; impõe-se também uma tomada de decisão sobre os meios mais justos e eficientes para a sua superação, e esta é uma decisão política”.

    Participação dos cristãos na política

    6. A fé, à luz dos evangelhos, não deve ser entendida como simples mergulho numa interioridade mística, em busca de paz individual. Uma experiência cristã madura impõe o enfrentamento da realidade e sua transformação para que todos tenham vida em plenitude.

    O Papa Francisco lembra a importância da participação política dos cristãos e sua responsabilidade na difícil, porém necessária, construção de uma sociedade mais justa: “devemos envolver-nos na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum”. Segundo o Papa, se a política se tornou uma coisa “suja”, isso se deve também ao fato de que “os cristãos se envolveram na política sem espírito evangélico”. É preciso que o cristão deixe de colocar em outras pessoas a responsabilidade pela situação atual da sociedade e que cada um passe a perguntar a si mesmo o que pode fazer para tornar concreta a mudança que se deseja.

    7. Os períodos eleitorais constituem-se em momento propício à participação dos cristãos, de quem se espera conscienciosa atuação no processo decisório sobre aqueles que conduzirão a coisa pública. Mas, não basta o voto. Para além das urnas, deve-se proceder ao rigoroso acompanhamento do trabalho dos eleitos – por meio do monitoramento de suas ações, projetos e gastos – exigindo que exercitem de fato a representação que lhes foi conferida.

    Todos os cristãos são convidados a se dedicarem a essa iniciativa. A cada discussão, a cada reunião, a cada voto consciente, a cada momento em que um cidadão se decide a favor da honestidade, do bem comum e contra a corrupção aprimora-se, em mútua cooperação, a democracia.

    8. Ao nos aproximarmos das urnas, devemos ter a consciência de que – embora o voto constitua um momento privilegiado de participação cidadã numa democracia

    representativa – está longe de encerrar-se a responsabilidade cristã. A decisão consciente de votar em candidatos que representem os valores cristãos é um passo importante, mas não é o único. É preciso que, como cristãos, continuemos a contribuir para que haja um diálogo que aponte às mudanças necessárias na consolidação de uma cidadania inclusiva, de modo a garantir que a sociedade possa participar e exercer democraticamente o poder político.

    9. A participação política não se restringe aos atos formais de votar ou de se reunir em associações comunitárias, sindicatos e partidos políticos, mas também inclui a participação em grupos culturais, étnicos, que ocorrem fora dos espaços institucionais

    previamente definidos pelos limites da democracia representativa.

    10. O monitoramento dos poderes públicos deve se pautar pela defesa obstinada dos valores éticos, pelo combate incessante à corrupção, pela luta contra a violência em suas diversas manifestações: a violência doméstica, os excessos das forças policiais, o narcotráfico, o tráfico de pessoas e de armas; toda ação que, de qualquer maneira, atente contra a liberdade e negligencie o bem comum.

    11. Para além das ações de monitoramento dos poderes públicos, o combate à corrupção implica a defesa dos valores éticos, da inviolabilidade da vida humana, da promoção e resgate da unidade e estabilidade da família, do direito dos pais a educar seus filhos de acordo com suas convicções, da justiça e da paz, da democracia e do bem comum.

    O combate à corrupção deve permear toda e qualquer ação cotidiana, na vida familiar, no mundo do trabalho, nas práticas religiosas. Combater a corrupção significa enfrentar até mesmo os pequenos atos cometidos no cotidiano, os quais – não obstante a sua aparente insignificância – acabam por corroer as relações sociais. Contudo, é indispensável combater a corrupção sistêmica e endêmica invisível e refinada, presente em práticas políticas e no mundo daqueles que exercem o poder econômico, que causa desigualdades entre países e aumenta os custos de uma nação.

    12. Nas práticas sociais cotidianas, a corrupção tende a se tornar invisível. No dia a dia, não é comum que atitudes como a busca de apadrinhamento, a defesa de interesses particularistas no campo econômico e a obtenção de favorecimentos no campo social sejam nomeadas como atos corruptos. Esses atos supostamente menores não são nem pequenos, nem irrelevantes: eles acabam por cristalizar-se em atitudes que invadem as entranhas de uma cultura e que a contaminam em todo o seu sistema, gerando a impunidade, a falta de isonomia, e a privatização dos bens públicos. O fenômeno da corrupção está presente em vários momentos da vida social. São desvios que permeiam o cotidiano em sociedade e que contaminam a máquina pública.

    13. Se é verdade que se difundiu um sentimento de desconfiança, é igualmente importante reafirmar que há esperança. Afinal, o reconhecimento das dificuldades e impasses representa, na mesma medida, oportunidades de intervenção e mudanças. Há uma demanda por mais espaços de participação e por maior controle popular sobre os espaços republicanos de poder. Para responder a esse desejo de participação que tem emergido, novas estruturas devem ser pensadas. O momento do voto não esgota a possibilidade de ação do cidadão. A democracia que se deseja construir supõe a conquista de ambientes nos quais o povo, em toda a sua diversidade, possa exercer plenamente sua natureza política.

    O cristão deve ocupar todo e qualquer lugar que lhe permita, pautado por sua fé e sua esperança, contribuir na construção de outra prática política, firmada nos valores éticos de promoção e defesa da vida.

    14. A Igreja deposita especial confiança na força transformadora que brota dos jovens. Nesse sentido, insiste para que se abram a eles “canais de participação e envolvimento nas decisões, que possibilitem uma experiência autêntica de corresponsabilidade, de diálogo, de escuta e o envolvimento no processo de renovação contínua da Igreja. Trata-se de valorizar a participação dos jovens nos conselhos, reuniões de grupos, assembleias, equipes, nos processos de avaliação e planejamento”. Essa pedagogia do engajamento na comunidade deve, por sua vez, motivar um envolvimento real dos jovens na construção de uma sociedade mais justa, impulsionando-os a uma participação mais efetiva nas decisões políticas.

    Urgência da Reforma Política

    15. O Estado que hoje existe evidencia os limites da democracia representativa e,

    efetivamente, não responde às necessidades dos novos sujeitos históricos5. Anseia-se por novas formas de vivência democrática que reconheçam “o caráter pluricultural da nação e o direito à identidade cultural, individual e coletiva; a igual dignidade das culturas, rompendo com a supremacia institucional da cultura ocidental; o caráter de sujeito político dos povos de comunidades indígenas, campesinas, ribeirinhas e quilombolas, superando o tratamento tutelar destes povos como objetos de políticas ditadas por terceiros; o reconhecimento das diversas formas de participação, consulta e representação direta de povos indígenas, camponeses e afrodescendentes”. Nesse sentido, defende-se a democracia participativa como forma de ampliar os canais de participação do povo na vida política.

    16. A despeito de todos os esforços que vimos empenhando e apesar do vigor mostrado pelas manifestações nas ruas em todo o País, ainda não aconteceu uma efetiva reforma política. Sem uma mudança no modo como são conduzidas as eleições, corremos o risco de ver limitado o poder transformador de nosso voto.

    Na forma como acontece atualmente, a campanha eleitoral é dominada pelo poder econômico. São campanhas caríssimas que cerceiam a disputa em condições de igualdade entre os candidatos e favorecem a corrupção. Não é raro que o candidato eleito já chegue ao poder refém de negociatas que o levam a agir apenas em consonância com os interesses de quem o financiou. Parte do mesmo problema são as onerosas propagandas eleitorais. Condições desiguais têm levado ao abuso do poder econômico que permite a superexposição daqueles que conseguem financiamentos milionários, em detrimento dos demais.

    Não há garantia plena de democracia se situações como essas não forem modificadas por uma ampla revisão das regras que ordenam as eleições no País. A assimetria nas campanhas impede a disputa justa, transparente e leal. Regras claras devem nortear a aplicação do dinheiro para as eleições com vistas a impedir a influência do poder econômico e das oligarquias.

    17. A luta pela reforma política é a maneira de os cristãos se colocarem contra um difuso sentimento de decepção e descrença na política institucional que paira na sociedade. Pesquisas têm indicado uma baixa confiança da população nos poderes instituídos da República.

    Duvida-se da honestidade de todos os políticos, nivelando-os por baixo. Desconfia-se dos programas partidários e, mesmo que haja tais programas, não se acredita que os políticos sejam fiéis a eles e demonstrem coerência. Com frequência, esse clima tem levado o cidadão à sensação de que votar não adianta nada e de que a participação política é inútil.

    Tal atitude, porém, gera um círculo vicioso: o cidadão não participa porque as estruturas do País não correspondem aos interesses do povo; no entanto, tais estruturas não vão mudar sem sua participação. É necessário evitar, a todo custo, o desalento e encontrar oportunidades de agir em favor de mudanças consideradas como necessárias.

    18. Não há espaço para projetos políticos que vislumbrem retrocessos num País que ainda tem alto déficit em termos de garantia igualitária dos direitos sociais.

    19. Por tudo isto, urge uma séria reforma política, como uma das principais reformas a serem realizadas em nosso País, pois, sem políticos qualificados sob todos os aspectos e comprometidos com as transformações que espera o povo brasileiro, será impossível avançarmos na democracia, que deve garantir também o igual acesso às condições dignas de vida para todos os brasileiros. Fazer reforma política é fazer as indispensáveis mudanças nas regras eleitorais hoje estabelecidas, bem como melhorar a representação do povo nos postos políticos, além de regulamentar os instrumentos da democracia participativa, através da qual, o próprio povo brasileiro decidirá, nos temas mais profundos e de maior impacto no País, qual é o caminho a seguir.

    20. A partir de agosto de 2013 passou a se reunir, por convite da CNBB, um conjunto de Entidades organizadas da sociedade civil, de alta representatividade, para, a partir das exigências de mudanças na política, definir uma proposta unificada de reforma política para o Brasil, que angariasse o apoio das principais forças de mobilização da sociedade em torno de um projeto de lei de iniciativa popular. A este movimento deu-se o nome de “Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”.

    Hoje são quase cem entidades apoiadoras, dentre elas, a própria CNBB, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), a Plataforma dos movimentos sociais pela reforma do sistema político, o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), a CBJP (Comissão Brasileira de Justiça e Paz), a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), a ABRAMPPE (Associação dos Magistrados Procuradores e Promotores Eleitorais), o CNLB (Conselho Nacional do Laicato Brasileiro), o CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), a FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), a CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), o INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos), a Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular.

    Além disto, foi criada, recentemente, a Coalizão Parlamentar pela Reforma Política e Eleições Limpas, que soma cerca de uma centena de parlamentares apoiadores.

    21. Este Projeto de Lei de Iniciativa Popular tem como objetivo melhorar a política no Brasil, assim como ocorreu com as Leis Contra a Corrupção Eleitoral (Lei 9840/1999) e da Ficha Limpa (Lei 135/2010), que só se transformaram em lei, com a união de Entidades e pessoas de bem. Estes são os principais pontos de consenso entre as Entidades:

    a) a) afastar o poder econômico das eleições, através da proibição de financiamento de candidatos por empresas (pessoas jurídicas) e implantar o financiamento democrático, público e de pessoas físicas, ambos limitados;

    b) b) adotar o sistema eleitoral chamado “voto transparente”, proporcional em dois turnos, pelo qual o eleitor inicialmente vota num programa partidário e posteriormente escolhe um dos nomes da lista ordenada no partido, com a participação de seus filiados, com acompanhamento da Justiça Eleitoral e do Ministério Público;

    c) c) promover a alternância de homens e mulheres nas listas de candidatos dos partidos, porque o Brasil, onde as mulheres representam 51% dos eleitores, é um País de sub-representação feminina, com apenas 9% de mulheres na política;

    d) d) fortalecer a democracia participativa, através dos preceitos constitucionais do Plebiscito, Referendo e Projeto de Lei de Iniciativa Popular, de modo a permitir sua efetividade, reduzindo-se as exigências para a sua realização e ampliando suas possibilidades de concretização.22. Estes pontos não exigem Projetos de Emenda Constitucionais (PECs), por isto, com menos dificuldades, eles podem ser tramitados. E se forem aprovados, teremos dado mais um passo significativo na consolidação da democracia e na qualificação da dimensão política do Brasil. Nas eleições de 2014 precisamos eleger pessoas que se disponham a aprovar as grandes reformas necessárias ao Brasil melhor.

    Desenvolvimento econômico e Sustentabilidade Social

    23. A reflexão sobre a sustentabilidade, em suas múltiplas dimensões, tem papel central no debate sobre como alcançar o desenvolvimento. Três princípios devem, em igual medida, orientar o pensamento e a ação:

    e) o respeito ao ser humano, ou seja, a vida humana deve ser o centro de todas as atividades sociais e econômicas;

    f) a equidade, ou seja, a partilha justa e imparcial de bens, recursos e oportunidades;

    g) o bem-estar das sociedades contemporâneas e futuras. Contrariando tais princípios, no mundo atual, a expansão do capitalismo – em especial em seu formato neoliberal, que prima pela busca desenfreada pelo lucro imediato e a qualquer preço – impede qualquer possibilidade de se alcançar sustentabilidade e desenvolvimento social.

    O combate a tal situação requer não somente a consciência individual – mudança de estilos de vida – como a luta coletiva pela reorientação dos objetivos da produção de bens materiais e o estabelecimento de consistentes políticas econômicas que tragam em seu bojo o necessário e justo desenvolvimento social.

    24. Todo discurso e prática que privilegiem os aspectos econômicos em detrimento dos aspectos relacionados à qualidade de vida e dignidade das pessoas deve ser objeto de atenta análise por parte dos eleitores. Como alerta o Papa Francisco, “devemos dizer não a uma economia da exclusão e da desigualdade social. Essa economia mata. [...]

    Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. Em consequência dessa situação, grandes massas da população veem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, num beco sem saída. O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora.

    Assim teve início a cultura do descartável, que aliás chega a ser promovida. Já não se trata simplesmente do fenômeno de exploração e opressão, mas de uma realidade nova: com a exclusão, fere-se, na própria raiz, a pertença à sociedade onde se vive, pois quem vive nas favelas, na periferia ou sem poder já não está nela, mas fora. Os excluídos não são explorados, mas resíduos, sobras”.

    25. Na resistência a esse modelo excludente, o direito a livre manifestação se constitui como dever cívico. No entanto, não pode se transformar na imposição, pela violência, do desejo discricionário de grupos que, muitas vezes, utilizam de manifestações populares com objetivos escusos.

    Numa sociedade marcada pela violência, naturalizada por formas explícitas de preconceito, ódio e exclusão, é preciso que o Estado atente para que a política de segurança pública seja a garantia dos direitos humanos e nunca limite o ser exercício. “O movimento rumo à identificação e à proclamação dos direitos do homem é um dos mais relevantes esforços para responder de modo eficaz às exigências imprescindíveis da dignidade humana”. Assim, há que se reconhecer que, fundamentalmente, “a paz é fruto da justiça” (Is 32, 17).

    26. Nesse momento político, marcado pelas eleições presidenciais, de governadores de Estado e dos poderes legislativos federal e estaduais “incentive-se cada vez mais a participação social e política dos cristãos leigos e leigas nos diversos níveis e instituições, promovendo-se formação permanente e ações concretas”. Indica-se, portanto, a prática saudável de acompanhar o processo eleitoral por meio do conhecimento da história dos candidatos e, particularmente, do conhecimento da história do financiamento das campanhas de cada um deles. Sugere-se a atenção, principalmente, para os processos corrosivos que sobrevivem nas práticas eleitorais tais como a compra e venda de votos, o financiamento de campanha por empresas que, posteriormente, vão se beneficiar dos governos.

    27. O combate à corrupção e a defesa dos valores éticos deve se sustentar no princípio da liberdade de expressão e de pensamento. Para isso torna-se necessário que a mídia, compreendida como instrumento de poder, seja democratizada. Quase sempre dirigindo-se às instituições políticas de forma negativa, como se política fosse coisa suja, onde prevalecem pessoas sem ética, a mídia reforça a descrença da população. Ao fazê-lo, deixa de favorecer uma educação popular capaz de questionar os fundamentos da ação política sem ética, o que beneficia os interessados em deixar a situação tal como está.

    28. A democratização da mídia exige que se discuta o modo como se comunica e se distribui a informação. As inovações tecnológicas permitem o surgimento de novos sujeitos no campo da economia, da cultura, dos movimentos sociais e políticos. É preciso que seja garantido o acesso desses sujeitos aos meios de comunicação. Daí a necessidade de que se revejam as regras atuais de concessão do direito desses bens, cuja finalidade maior é o bem público, e não o benefício privado de seus detentores.

    A mídia deve estar – ainda mais intensamente no período eleitoral – a serviço da verdade e do bem comum. Os meios de comunicação devem ser, de fato, instrumentos que estimulem o debate e formem a consciência crítica cidadã. Dessa forma, a mídia pode desempenhar um valioso papel no aprimoramento da democracia.

    29. Com o “Pensando o Brasil”, a CNBB convoca os cidadãos a se prepararem conscientemente para o momento da eleição. O eleitor consciente deve conhecer o passado de seu candidato e averiguar se o discurso e a prática por ele apresentados se conformam aos valores da ética e do bem comum. É preciso também exercer a missão profética de todo cristão e manter uma atitude de fiscalização e vigilância. Diante de irregularidades, é necessário denunciar.

    O silêncio e a omissão também são responsáveis pela deterioração da democracia. Por fim, é indispensável o acompanhamento dos candidatos eleitos e o engajamento em prol de uma efetiva reforma política. A fé não pode ser vivida isoladamente, mas em comunidade e no exercício da caridade. Essa virtude cristã se manifesta, sobretudo, no zelo pelo próximo, de modo que não sobre na mesa de poucos, aquilo que falta na mesa de muitos. Daí a necessidade de que todos os cristãos se empenhem para que se efetivem, no País, os valores da igualdade, da dignidade humana e da justiça social.

     

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